Tem dias assim, em que olhar o horizonte é como olhar o vazio e, depois de algum tempo a olhar parece que o dia está mais cinza, sem cor sem graça, pensei comigo que ser forte era o bastante, algumas pessoas me acham muito forte, não sabem apenas qual o custo desta fortaleza.
Pensava que conhecer alguma coisa sobre o espirito, ter algum conhecimento sobre a vida pós vida na terra dava algumas certezas e isso me enchia de esperança de que teria como ser mais paciente e esperar. Quanto engano, nenhuma leitura, nenhuma parte do livro sagrado, nem de nenhum livro me faz sentir mais calma, ou menos ansiosa.
Não poder comunicar com a pessoa ou as pessoas que amamos nesta vida, que tivemos uma ligação afetiva maior, como a de mãe e filha, não ter a certeza de que está amparada, em um lugar seguro, distante dos perigos, não saber onde encontrar aquele olhar doce, a voz meiga e, somente esperar que Deus nos dê paciência e resignação para vencer o grande obstáculo da distância. Distância, mas que distância, se não sabemos como medi-la, que dimensão, a única que tenho tido como certo é a dimensão da incerteza, e à noite antes de dormir a esperança de poder vê-la em sonho, mas isso também não é uma certeza e se alguma vez encontro, ao acordar não tenho lembrança de ter estado ou de te-la visto.
Sempre tenho buscado falar-lhe através de preces, pedido muito aos anjos do Senhor que nos ampare e nos fortaleça, para que tenhamos mais coragem e esperança para que haja um reencontro. As vezes me sinto só e no meu mais profundo ser busco uma resposta uma explicação para tudo que nos aconteceu, o que ainda preciso aprender e se isso tudo foi um teste para saber se suporto passar, é dolorosa essa prova, é doída essa dor, é cortante e hoje sinto falta de vocês que se foram, meu irmão amado, minha mãe querida e a minha filha, minha linda filha querida. As lágrimas que caem molhando meu rosto é de uma intensa saudade que sei vibra na eternidade em busca daquela que partiu sem se despedir. OHhhhhhhhhhh como doí a saudade!
