Esse blog é dedicado a todas as mães que ficaram e foram obrigadas a ver suas filhas partirem sem um motivo real, de forma brusca e cruel assassinadas pelos companheiros, namorados, pelo chamado crime passional. Como dói esta ausência.
Um amor que nunca será esquecido. Heide minha filha, minha Vida.
Quão doce é uma lembrança, e quão triste é não ter a pessoa que tive a felicidade de fazê-la vir ao mundo, para dividir comigo o espaço, suas alegrias, seus choros, suas amarguras e suas dúvidas. Lembro-me de algumas das suas artes quando ainda criança. Estava ela com a idade entre 4 e 5 anos, brincava com os irmãos de correr pela sala, quando de repente escorregou e bateu a testinha na mesa de centro e o ferimento foi um pouco grande necessitando levá-la ao hospital. Lá chegando colocaram-na em uma maca e ela chorava e me perguntava quase que afirmativamente; _"mamãe, foi muito fundo não é, pode falar, eu sei que vou morrer, não vou?" e a enfermeira que cuidava com carinho começou a rir, o médico falou que bastava uns três pontinhos, deram quatro. Mas foi muito engraçado, riamos muito quando lembravámos deste episódio. Outra coisa que sempre lembrava era, como ele era corajosa na hora de arrancar os dentinhos de leite. Me lembro com tanto carinho e com tanta saudade. Era assim "não mamãe, espere, espere só mais um pouquinho, estou nervosa, deixa eu me acalmar, por favor mamãe." Eu esperava e então quando ela menos esperava, zap eu arrancava o dentinho, ela dava um gritinho e logo em seguida começava a rir e dizia pra todos que perguntavam; _" foi moleza, mamãe amarrou com o fio dental, puxou que eu nem senti." e ria muito. Era tão engraçada, tão alegre, desde bebezinha, sempre muito tranquila e alegre.Amo minha filha e sinto muito, muito mesmo sua falta. Como gostaria de ter o poder de voltar no tempo até a data de 15 de junho de 2010, eu tentaria mudar tudo e não deixaria que nada nem ninguem a machucasse. Mães não deveriam viver mais que seus filhos.
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