Esse blog é dedicado a todas as mães que ficaram e foram obrigadas a ver suas filhas partirem sem um motivo real, de forma brusca e cruel assassinadas pelos companheiros, namorados, pelo chamado crime passional. Como dói esta ausência.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Deus é tudo!!!
As vezes escuto pessoas dizerem que ao passar para essa o aquela religião, encontrou Jesus, e, que está mais próximo de Deus. Antes mesmo que eu viesse a este mundo eu já tinha Jesus e, sempre estive perto de Deus, mesmo quando cometia alguns erros e sabia que os havia cometido e, no momento em que me arrependia eu sabia que era Deus que com a sua presença através do que chamamos de consciência, me fazia buscar um novo caminho para recomeçar e o mestre Jesus com a sua divina sabedoria nos deixou um legado muito importante quando falou; "Amarás o teu Deus com toda sua alma e de todo coração e, ao próximo como a ti mesmo". E é ai que falhamos, como podemos dizer que amamos a Deus se, não amamos ao nosso próximo. Como amar ao nosso próximo se, não amamos a nós mesmos. É egoismo dizer eu me amo? Não, se este amor for estendido a outrem ou a outros, independente de o outro ser meu filho(a), irmão(ã), mãe, pai ou qualquer outro parentesco. Amar e dizer eu te amo é a fonte de fraternidade, liberdade, tolerância, perdão. Tenho procurado respostas para algumas perguntas mas, não as tenho encontrado. Hoje li um texto de uma mãe dizendo "devolvi meu filho pra Deus, mas essa dor que ficou é tão grande e parece que aumenta com o passar do tempo." Entendo essa mãe, sei perfeitamente do que ela está falando e como deve estar se sentindo mas, tenho tido a felicidade de ter ao meu lado o filho da esperança, que me faz pensar que apenas vi partir, mesmo que de forma dolorosa, um pedaço de mim. Olho para o céu quase todos os dias na esperança de ver uma estrela sorrir para mim, mas também sei que as estrelas não sorriem, quando olho para o mundo belo e maravilhoso me encanto com Deus, quando vejo noticias sobre homens que matam os homens, sinto que estes estão distantes da divindade e são piores que bichos. Um leão só caça uma presa se tiver faminto, luta por sua femea e se perde se afasta e segue seu caminho. O que acontece com os homens então? Nem lutam por suas femeas de forma leal. E, quando se sentem rejeitados por elas, perdem o raciocinio esquecem que são filhos daquele que disse "Não matarás." Cometem atrocidades contra o seu próximo e ainda são capazes de dizer que fez em nome do amor. O amor tudo tolera, acalma, acalanta e abençoa àqueles que verdadeiramente o sente. Jesus sim, foi e será sempre a fonte de amor, mesmo rejeitado por todos nós, mesmo na cruz ele ainda deu a prova do seu grande e divino amor. Nós temos posse, por isso dizemos meu filho, minha filha, minha mãe, meu pai, meu marido, minha mulher olha só como somos possessivos. Minha casa etc, etc. Não lembramos nunca que tudo que aqui adquirimos é um emprestimo passageiro e que Deus não nos cobra juros, mas pede que sejamos puros de coração. Quando partimos desta terra que chamamos de escola da vida, só levamos conosco o nosso espírito carregado de conhecimento adquirido aqui, e as nossas ações quaisquer que sejam vão contar muito na hora da mudança, pois temos que lembrar que Jesus o Salvador nos disse "Na casa do Pai há muitas moradas". Não sei exatamente para onde vou, mas tenho repensado muito nas minhas ações e tenho tentado trilhar um caminho com um pouco mais de sabedoria, tentando compreender o que realmente tenho que aprender e o que ainda está sendo reservado para mim, nesta trilha, nese caminho. Não tem sido demasiado doloroso, pois tenho a certeza que a minha filha está amparada pelo SENHOR de todas as coisas. Ficou uma grande saudade mas não o vazio, ficou uma bela lembrança dos anos a fio que tivemos juntas e sei que juntas estaremos sempre no pensamento, no coração, ligadas pelo amor em Cristo. Deus abençoe a todas as mães que choram, por aqueles que precederam a sua partida- Seus filhos. Muita LUZ.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Um amor na eternidade - É seu aniversário 10/01
Completaria 30 anos de vida na terra se aqui estivesse entre nós. Como é imensa a saudade, e, como é dolorosa quando não podemos tê-la ao nosso lado sorrindo e dizendo como está ficando velhinha, e assim como sempre não passava dos 15 ou 18 anos. Era tão alegre e o seu sorriso sempre contagiava a todos, você não chorava pra que eu ouvisse ou visse, sempre me poupava de tudo. O único presente que posso te dar agora é o meu coração cheio de amor e de saudade. E rogar a Deus que você filha possa fazer sua nova caminhada com sabedoria. Buscando na oração, a paciência, a resignação, o fortalecimento, acreditando sempre que Jesus é a nossa Luz e a nossa salvação. Jamais esqueça dos ensinamentos de Jesus, busque orientação, quando sentir muita saudade ORE e agradeça a Deus todos os dias por tudo. Lembre-se filha que é pedindo ao FILHO que o PAI atende. Pratique o perdão, eu sei o quanto é dificil, eu sei muito bem o quanto é dificil, mas lembro que Jeusu disse que devemos perdoar não apenas setenta mas, setenta vezes sete vezes, e ELE também disse que devemos orar por nossos inimigos. Sei que é dificil dizer feliz aniversário, mas digo filha que Deus te abençoe e te proteja sempre te cobrindo de amor e sabedoria. Nós te amamos. Para todo sempre. Fique comDeus.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Fim de Ano, ....Saudades
Todos os anos, próximo a data de natal, ela sempre queria saber o que eu queria de presente, a a resposta era quase sempre a mesma "o que você me der estárá perfeito", e sempre recebia presentes que gostava, livros, roupas, flores, perfume, como era bom. Ela sempre vinha primeiro a minha casa, me enchia de beijos e dizia que gostaria de poder me dar coisas melhores, mas, eu já tinha o que havia de melhor, SEU AMOR e o AMOR do seu filho. Passados dois natais, e a falta, a ausência e a saudade, que saudade. Meu maior presente de natal seria poder vê-la e dizer o quanto a amo, e como fui feliz sendo sua mãe, o quanto foi importante nesta minha vida. As vezes não compreendo o porquê. Quero sempre acreditar que os anjos são chamados pra desempenhar sua missão em outra parte do universo. Quero que me perdoe por não ter conseguido defendê-la quando precisou, se não pude impedir. Quero que saiba que luto dia a dia para que nosso filho cresça saudavel, forte, corajoso e amoroso. Tenho feito tudo que posso para que ele não sofra tanto a sua ausência, mas não deixo de falar sobre você, as musicas que cantava para ele, os filmes que assistiam, das coisas que faziam e que ele sente tanta saudade. Sei que ele jamais te esquecerá, por vários motivos, por ser minha filha, por ser sua mãe, por estar presente na vida dele, por ele te amar tanto, são tantos os motivos filha que o faz lembrar sempre de sua mãezinha!!! Desejo ir-me embora desta cidade, e me apareceu duas oportunidades, creio que Deus, pois tenho colocado em suas mãos a minha vida, creio verdadeiramente que terei a sua permissão para partir seja de uma forma ou outra.A você minha filha amada, o meu amor, um Natal repleto de bençãos, e que seus dias sejam de muita luz, paz e serenidade, para que possas trilhar novos caminhos. Nós te amamos por toda eternidade.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
NÃO MATARÁS - 5º MANDAMENTO
Pais E Filhos
Legião Urbana
Estátuas e cofres e paredes pintadas
Ninguém sabe o que aconteceu.
Ela se jogou da janela do quinto andar
Nada é fácil de entender.
Dorme agora,
é só o vento lá fora.
Quero colo! Vou fugir de casa!
Posso dormir aqui com vocês?
Estou com medo, tive um pesadelo
Só vou voltar depois das três.
Meu filho vai ter nome de santo
Quero o nome mais bonito.
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há.
Me diz, por que que o céu é azul?
Explica a grande fúria do mundo
São meus filhos
Que tomam conta de mim.
Eu moro com a minha mãe
Mas meu pai vem me visitar
Eu moro na rua, não tenho ninguém
Eu moro em qualquer lugar.
Já morei em tanta casa
Que nem me lembro mais
Eu moro com os meus pais.
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há.
Sou uma gota d'água,
sou um grão de areia
Você me diz que seus pais não te entendem,
Mas você não entende seus pais.
Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo
São crianças como você
O que você vai ser
Quando você crescer?
Legião Urbana
Estátuas e cofres e paredes pintadas
Ninguém sabe o que aconteceu.
Ela se jogou da janela do quinto andar
Nada é fácil de entender.
Dorme agora,
é só o vento lá fora.
Quero colo! Vou fugir de casa!
Posso dormir aqui com vocês?
Estou com medo, tive um pesadelo
Só vou voltar depois das três.
Meu filho vai ter nome de santo
Quero o nome mais bonito.
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há.
Me diz, por que que o céu é azul?
Explica a grande fúria do mundo
São meus filhos
Que tomam conta de mim.
Eu moro com a minha mãe
Mas meu pai vem me visitar
Eu moro na rua, não tenho ninguém
Eu moro em qualquer lugar.
Já morei em tanta casa
Que nem me lembro mais
Eu moro com os meus pais.
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há.
Sou uma gota d'água,
sou um grão de areia
Você me diz que seus pais não te entendem,
Mas você não entende seus pais.
Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo
São crianças como você
O que você vai ser
Quando você crescer?
Perda de Pessoas Amadas e Mortes Prematuras
SANSÃO
Antigo membro da Sociedade Espírita de Paris, 1863
21 – Quando a morte vem ceifar em vossas famílias, levando sem consideração os jovens em lugar dos velhos, dizeis freqüentemente: “Deus não é justo, pois sacrifica o que está forte e com o futuro pela frente, para conservar os que já viveram longos anos, carregados de decepções: leva os que são úteis e deixa os que não servem para nada mais; fere um coração de mãe, privando-o da inocente criatura que era toda a sua alegria”.
Criaturas humanas, são nisto que tendes necessidades de vos elevar, para compreender que o bem está muitas vezes onde pensais ver a cega fatalidade. Por que medir a justiça divina pela medida da vossa? Podeis pensar que o Senhor dos Mundos queira, por um simples capricho, infligir-vos penas cruéis? Nada se faz sem uma finalidade inteligente, e tudo o que acontece tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos atingem, sempre encontraria nela a razão divina, razão regeneradora, e vossos miseráveis interesses representariam umas considerações secundárias, que relegaríeis ao último plano.
Acreditai no que vos digo: a morte é preferível, mesmo numa encarnação de vinte anos, a esses desregramentos vergonhosos que desolam as famílias respeitáveis, ferem um coração de mãe, e fazem branquear antes do tempo os cabelos dos pais. A morte prematura é quase sempre um grande benefício, que Deus concede ao que se vai, sendo assim preservado das misérias da vida, ou das seduções que poderiam arrastá-lo à perdição. Aquele que morre na flor da idade não é uma vítima da fatalidade, pois Deus julga que não lhe será útil permanecer maior tempo na Terra.
É uma terrível desgraça, dizeis, que uma vida tão cheia de esperanças seja cortada tão cedo! Mas de que esperanças querem falar? Das esperanças da Terra onde aquele que se foi poderia brilhar, fazer sua carreira e sua fortuna? Sempre essa visão estreita, que não consegue elevar-se acima da matéria! Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida tão cheia de esperanças, segundo entendeis? Quem vos diz que ela não poderia estar carregada de amarguras? Considerais como nada as esperanças da vida futura, preferindo as da vida efêmera que arrastais pela Terra? Pensais, então, que mais vale um lugar entre os homens que entre os Espíritos bem-aventurados?
Regozijai-vos em vez de chorar, quando apraz a Deus retirar um de seus filhos deste vale de misérias. Não é egoísmo desejar que ele fique, para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe entre os que não tem fé, e que vêem na morte a separação eterna. Mas vós, espíritas, sabeis que a alma vive melhor quando livre de seu invólucro corporal. Mães, vós sabeis que vossos filhos bem-aventurados estão perto de vós; sim, eles estão bem perto: seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, vossa lembrança os inebria de contentamento; mas também as vossas dores sem razão os afligem, porque revela uma falta de fé e constituem uma revolta contra a vontade de Deus.
Vós que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações de vosso coração, chamando esses entes queridos. E se pedirdes a Deus para os abençoar, sentireis em vós mesmas a consolação poderosa que faz secarem as lágrimas, e essas aspirações sedutoras, que vos mostram o futuro prometido pelo soberano Senhor.
Antigo membro da Sociedade Espírita de Paris, 1863
21 – Quando a morte vem ceifar em vossas famílias, levando sem consideração os jovens em lugar dos velhos, dizeis freqüentemente: “Deus não é justo, pois sacrifica o que está forte e com o futuro pela frente, para conservar os que já viveram longos anos, carregados de decepções: leva os que são úteis e deixa os que não servem para nada mais; fere um coração de mãe, privando-o da inocente criatura que era toda a sua alegria”.
Criaturas humanas, são nisto que tendes necessidades de vos elevar, para compreender que o bem está muitas vezes onde pensais ver a cega fatalidade. Por que medir a justiça divina pela medida da vossa? Podeis pensar que o Senhor dos Mundos queira, por um simples capricho, infligir-vos penas cruéis? Nada se faz sem uma finalidade inteligente, e tudo o que acontece tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos atingem, sempre encontraria nela a razão divina, razão regeneradora, e vossos miseráveis interesses representariam umas considerações secundárias, que relegaríeis ao último plano.
Acreditai no que vos digo: a morte é preferível, mesmo numa encarnação de vinte anos, a esses desregramentos vergonhosos que desolam as famílias respeitáveis, ferem um coração de mãe, e fazem branquear antes do tempo os cabelos dos pais. A morte prematura é quase sempre um grande benefício, que Deus concede ao que se vai, sendo assim preservado das misérias da vida, ou das seduções que poderiam arrastá-lo à perdição. Aquele que morre na flor da idade não é uma vítima da fatalidade, pois Deus julga que não lhe será útil permanecer maior tempo na Terra.
É uma terrível desgraça, dizeis, que uma vida tão cheia de esperanças seja cortada tão cedo! Mas de que esperanças querem falar? Das esperanças da Terra onde aquele que se foi poderia brilhar, fazer sua carreira e sua fortuna? Sempre essa visão estreita, que não consegue elevar-se acima da matéria! Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida tão cheia de esperanças, segundo entendeis? Quem vos diz que ela não poderia estar carregada de amarguras? Considerais como nada as esperanças da vida futura, preferindo as da vida efêmera que arrastais pela Terra? Pensais, então, que mais vale um lugar entre os homens que entre os Espíritos bem-aventurados?
Regozijai-vos em vez de chorar, quando apraz a Deus retirar um de seus filhos deste vale de misérias. Não é egoísmo desejar que ele fique, para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe entre os que não tem fé, e que vêem na morte a separação eterna. Mas vós, espíritas, sabeis que a alma vive melhor quando livre de seu invólucro corporal. Mães, vós sabeis que vossos filhos bem-aventurados estão perto de vós; sim, eles estão bem perto: seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, vossa lembrança os inebria de contentamento; mas também as vossas dores sem razão os afligem, porque revela uma falta de fé e constituem uma revolta contra a vontade de Deus.
Vós que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações de vosso coração, chamando esses entes queridos. E se pedirdes a Deus para os abençoar, sentireis em vós mesmas a consolação poderosa que faz secarem as lágrimas, e essas aspirações sedutoras, que vos mostram o futuro prometido pelo soberano Senhor.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
PERDÃO
Há uma história que nos fala de um menino, por nome Moc. À sua tribo haviam chegado colonos brancos, e um deles, um tal Sr. Cohen, estabelecera ali uma loja. Moc armara uma arapuca na floresta, para apanhar uma raposa. Na manhã seguinte, viu que a armadilha funcionara, mas que o animal escapara. Notou então na lama umas pegadas que não podiam ser outras senão as do velho Sr. Cohen. Evidentemente, ele furtara o animal. Moc ficou enfurecido. O conselho que lhe dera o missionário, de que perdoasse a seus inimigos, pareceu-lhe impossível de seguir. Ao chegar à loja e encontrar-se frente a frente com o Sr. Cohen, repetiu consigo mesmo sua velha divisa hindu.
"Um bom hindu não esquece nunca". Naquela tarde, dirigia-se à praia, quando foi atraído por uns gritos. Rebentara uma tempestade, e um homem havia sido arrastado pelo mar. Na praia, a senhora Cohen torcia as mãos. Moc pôs-se ao largo em sua canoa, remando por sobre as ondas revoltas. Duro era aquele trabalho, e foi com o risco da própria vida que conseguiu trazer à praia o Sr. Cohen, prestes a afogar-se.
Ao abrir o homem os olhos, compreendendo o que se havia passado, perguntou: "Por que arriscou a sua vida para salvar um homem que lhe fizera uma injustiça?" E Moc respondeu: "Porque eu quero ser um bom hindu, e um bom hindu retribui o mal com o bem. Já tomei a minha vingança".
Que exige mais valor – esquecer uma injustiça ou reter rancor contra alguém?
– Luíza E. Bechenstein.
Há uma história que nos fala de um menino, por nome Moc. À sua tribo haviam chegado colonos brancos, e um deles, um tal Sr. Cohen, estabelecera ali uma loja. Moc armara uma arapuca na floresta, para apanhar uma raposa. Na manhã seguinte, viu que a armadilha funcionara, mas que o animal escapara. Notou então na lama umas pegadas que não podiam ser outras senão as do velho Sr. Cohen. Evidentemente, ele furtara o animal. Moc ficou enfurecido. O conselho que lhe dera o missionário, de que perdoasse a seus inimigos, pareceu-lhe impossível de seguir. Ao chegar à loja e encontrar-se frente a frente com o Sr. Cohen, repetiu consigo mesmo sua velha divisa hindu.
"Um bom hindu não esquece nunca". Naquela tarde, dirigia-se à praia, quando foi atraído por uns gritos. Rebentara uma tempestade, e um homem havia sido arrastado pelo mar. Na praia, a senhora Cohen torcia as mãos. Moc pôs-se ao largo em sua canoa, remando por sobre as ondas revoltas. Duro era aquele trabalho, e foi com o risco da própria vida que conseguiu trazer à praia o Sr. Cohen, prestes a afogar-se.
Ao abrir o homem os olhos, compreendendo o que se havia passado, perguntou: "Por que arriscou a sua vida para salvar um homem que lhe fizera uma injustiça?" E Moc respondeu: "Porque eu quero ser um bom hindu, e um bom hindu retribui o mal com o bem. Já tomei a minha vingança".
Que exige mais valor – esquecer uma injustiça ou reter rancor contra alguém?
– Luíza E. Bechenstein.
Por que criei um blog.
Este blog foi criado, como uma forma de manter acesa a história que sei nunca será esquecida, pois foi muito dolorida, mas também como uma forma de suavisar a dor que parece latente com mensagens de carinho, amor e perdão e, para tornar mais facil contar ao seu filho tudo que ocorreu de uma maneira mais suave, mais sei que não menos dolorida.
Por que os homens matam as mulheres Michela Marzano Filósofa italiana, doutora em filosofia pela Scuola Normale Superiore di Pisa e atual professora da Universidade de Paris V ( René Descartes).
Eles continuam sendo chamados de crimes passionais. Porque o motivo seria o amor. Aquele que não tolera incertezas e falhas. Aquele que é exclusivo e único. Aquele que leva o assassino a matar a mulher ou a companheira justamente porque a ama. Como diz Don José na obra de Bizet antes de matar a amante: "Fui eu que matei a minha amada Carmen". Mas o que resta do amor quando a vítima nada mais é do que um objeto de posse e de ciúmes? Que papel ocupa a mulher dentro de uma relação doente e obsessiva que a priva de toda a autonomia e liberdade? Durante séculos, o "despotismo doméstico", como chamava o filósofo inglês John Stuart Mill no século XIX, foi justificado em nome da superioridade masculina. Dotadas de uma natureza irracional, "uterina", e úteis somente – ou principalmente – para a procriação e para a gestão da vida domésticas, as mulheres tinham que aceitar aquilo que os homens decidiam para elas (e para o seu bem) e submeter-se à vontade do "pater familias".
Desprovidas de autonomia moral, eram obrigadas a encarnar toda uma série de "virtudes femininas", como a obediência, o silêncio, a fidelidade. Castas e puras, tinham que se preservar para o legítimo esposo. Até à renúncia definitiva. Ao desinteresse, substancialmente, pelo próprio destino. A menos que aceitassem a exclusão da sociedade. Serem consideradas mulheres de má vida. E, em casos extremos, sofrer a morte como punição. As lutas feministas do século passado deveriam ter feito com que as mulheres saíssem desse terrível impasse e deveriam ter esmigalhado definitivamente a divisão entre "mulheres de bem" e "mulheres de má vida". Em nome da paridade homem/mulher, as mulheres lutaram duramente para reivindicar a possibilidade de ser, ao mesmo tempo, mulheres, mães e amantes. Como dizia um slogan de 1968: "Não mais putas, n ão mais santas, mas apenas mulheres!". Mas as relações entre os homens e as mulheres mudaram verdadeiramente? Por que os crimes passionais continuam sendo considerados "crimes à parte"? Como é possível que as violências contra as mulheres aumentem e sejam quase transversais a todos os âmbitos sociais?
Quanto mais a mulher busca se afirmar como igual em dignidade, valor e direitos ao homem, mais o homem reage de modo violento. Só o medo de perder algumas migalhas de poder o torna vulgar, agressivo, violento. Graças a algumas pesquisas sociológicas, hoje sabemos que a violência contra as mulheres não é mais só o único modo em que um louco, um monstro, um doente pode se expressar. Um homem que provém necessariamente de um círculo social pobre e inculto. O homem violento pode ser de boa família e ter um bom nível de instrução. Pouco importa o trabalho que ele faça ou a posição social que ocupe. Trata-se de homens que não aceitam a autonomia feminina e que, muitas vezes por fraqueza, querem controlar a mulher e submetê-la à sua própria vontade. Às vezes são inseguros e têm pouca confiança em si mesmos, mas, ao invés de procurar entender o que exatamente não vai bem em sua própria vida, acusam as mulheres e as consideram responsáveis pelos seus próprios fracassos. Progressivamente, transformam a vida da mulher em um pesadelo. E quando a mulher busca refazer a vida com um outro, procuram-na, ameaçam-na, batem nela, às vezes matam-na.
Paradoxalmente, muitos desses crimes passionais nada mais são do que o sintoma do "declínio do império patriarcal". Como se a violência fosse o único modo para evitar a ameaça da perda. Para continuar mantendo um controle sobre a mulher. Para reduzi-la a mero objeto de posse. Mas quando a pessoa que se ama nada mais é do que um objeto, não só o mundo relacional se torna um inferno, mas o amor também se dissolve e desaparece. Certamente, quando se ama, se depende em parte da outra pessoa. Mas a dependência não exclui jamais a autonomia. Pelo contrário, às vezes é justamente quando somos conscientes do valor que uma outra pessoa tem para nós que podemos entender melhor quem somos e o que queremos. Como escreve Hannah Arendt em uma carta ao marido, o amor permite que nos demos conta de que, sozinhos, somos profu ndamente incompletos, e que só quando estamos ao lado de uma outra pessoa é que temos a força para explorar zonas desconhecidas do nosso próprio ser.
Mas, para amar, é preciso também estar pronto para renunciar a qualquer coisa. O outro não está à nossa completa disposição. O outro faz resistência diante da nossa tentativa de tratá-lo como uma simples "coisa". É tudo isso que os homens que matam por amor esquecem, não sabem ou não querem saber. E que pensam que estão protegendo a própria virilidade negando ao outro a possibilidade de existir.
Fonte: Artigo publicado no portal do jornal La Repubblica
Data: 30/7/2010
Desprovidas de autonomia moral, eram obrigadas a encarnar toda uma série de "virtudes femininas", como a obediência, o silêncio, a fidelidade. Castas e puras, tinham que se preservar para o legítimo esposo. Até à renúncia definitiva. Ao desinteresse, substancialmente, pelo próprio destino. A menos que aceitassem a exclusão da sociedade. Serem consideradas mulheres de má vida. E, em casos extremos, sofrer a morte como punição. As lutas feministas do século passado deveriam ter feito com que as mulheres saíssem desse terrível impasse e deveriam ter esmigalhado definitivamente a divisão entre "mulheres de bem" e "mulheres de má vida". Em nome da paridade homem/mulher, as mulheres lutaram duramente para reivindicar a possibilidade de ser, ao mesmo tempo, mulheres, mães e amantes. Como dizia um slogan de 1968: "Não mais putas, n ão mais santas, mas apenas mulheres!". Mas as relações entre os homens e as mulheres mudaram verdadeiramente? Por que os crimes passionais continuam sendo considerados "crimes à parte"? Como é possível que as violências contra as mulheres aumentem e sejam quase transversais a todos os âmbitos sociais?
Quanto mais a mulher busca se afirmar como igual em dignidade, valor e direitos ao homem, mais o homem reage de modo violento. Só o medo de perder algumas migalhas de poder o torna vulgar, agressivo, violento. Graças a algumas pesquisas sociológicas, hoje sabemos que a violência contra as mulheres não é mais só o único modo em que um louco, um monstro, um doente pode se expressar. Um homem que provém necessariamente de um círculo social pobre e inculto. O homem violento pode ser de boa família e ter um bom nível de instrução. Pouco importa o trabalho que ele faça ou a posição social que ocupe. Trata-se de homens que não aceitam a autonomia feminina e que, muitas vezes por fraqueza, querem controlar a mulher e submetê-la à sua própria vontade. Às vezes são inseguros e têm pouca confiança em si mesmos, mas, ao invés de procurar entender o que exatamente não vai bem em sua própria vida, acusam as mulheres e as consideram responsáveis pelos seus próprios fracassos. Progressivamente, transformam a vida da mulher em um pesadelo. E quando a mulher busca refazer a vida com um outro, procuram-na, ameaçam-na, batem nela, às vezes matam-na.
Paradoxalmente, muitos desses crimes passionais nada mais são do que o sintoma do "declínio do império patriarcal". Como se a violência fosse o único modo para evitar a ameaça da perda. Para continuar mantendo um controle sobre a mulher. Para reduzi-la a mero objeto de posse. Mas quando a pessoa que se ama nada mais é do que um objeto, não só o mundo relacional se torna um inferno, mas o amor também se dissolve e desaparece. Certamente, quando se ama, se depende em parte da outra pessoa. Mas a dependência não exclui jamais a autonomia. Pelo contrário, às vezes é justamente quando somos conscientes do valor que uma outra pessoa tem para nós que podemos entender melhor quem somos e o que queremos. Como escreve Hannah Arendt em uma carta ao marido, o amor permite que nos demos conta de que, sozinhos, somos profu ndamente incompletos, e que só quando estamos ao lado de uma outra pessoa é que temos a força para explorar zonas desconhecidas do nosso próprio ser.
Mas, para amar, é preciso também estar pronto para renunciar a qualquer coisa. O outro não está à nossa completa disposição. O outro faz resistência diante da nossa tentativa de tratá-lo como uma simples "coisa". É tudo isso que os homens que matam por amor esquecem, não sabem ou não querem saber. E que pensam que estão protegendo a própria virilidade negando ao outro a possibilidade de existir.
Fonte: Artigo publicado no portal do jornal La Repubblica
Data: 30/7/2010
domingo, 9 de outubro de 2011
A separação não é o fim de tudo
"Começar de novo e contar comigo
vai valer a pena ter sobrevivido!"
Ivan Lins e Victor Martins
São raras as pessoas que lidam bem, de uma forma saudável, com a separação. A maioria sofre muito, fica abalada, deprimida, tem dificuldades em recomeçar a vida sozinha. São muitas as emoções despertadas pela separação. Todas essas emoções podem ser reduzidas a uma enorme e insuportável dor. A sensação, nessa hora, é de que a dor nunca mais vai passar.
No entanto, ela passa, pode acreditar. Claro que existem algumas coisas que podemos e devemos fazer para atravessar esse processo que pode ser tão doloroso. É um processo difícil, mas podemos sair dele mais fortes e conscientes.
As separações e os divórcios nunca foram tão numerosos como nos dias de hoje. Vamos pensar em alguns pontos: Por que o rompimento é tão mal? Por que sofremos tanto com o fim de uma relação? Por que a separação é sentida como tão negativa? Você já se questionou sobre isso alguma vez? Você tem essas respostas?
Aprender com os erros
Para podermos falar de como nos separamos, precisamos antes entender o modo como nos relacionamos. Sempre vivemos na crença do "amor eterno", que tem de durar a vida toda. A verdade é que nos recusamos a encarar o momento da separação como ele é, ou seja: uma passagem. Então por que tanta dificuldade? Vamos tentar entender.
No amor, existe a arte da ruptura, assim como a da conquista. Então, podemos dizer que a separação é a repetição, em negativo, da surpresa do amor que acaba sendo valorizado e reconhecido pela dor. A separação de uma forma dolorida é uma maneira de anunciar que o amor existiu e que se viveu uma verdadeira historia de amor.
Então, se não sofremos com a separação fica no ar a dúvida de que realmente era um amor verdadeiro. "Será que vivi uma história de amor ou apenas um 'delírio amoroso', uma paixão passageira"?
Um ponto que nos atrapalha muito é a vergonha que sentimos quando terminamos uma relação. Ora, com o rompimento vem junto a idéia de fracasso, derrota, incompetência e.......até mesmo de morte! Ora, quando pensamos assim deixamos de ver que é possível aprender com essa relação.
Precisamos ver que o fim de um amor faz parte da nossa existência. É um fim de um ciclo. Nada é eterno. Há tempo de plantar e colher. Cada um de nós tem sua própria experiência e suas necessidades. Quando um relacionamento acaba devemos analisar nosso comportamento pois assim não repetimos os mesmos erros em um próximo relacionamento.
Guardando os momentos bons!
Terminamos mal nossas histórias de amor porque não sabermos lidar com as experiências e lembranças de relações passadas. Uma das maiores dificuldades é como lidar com a felicidade que vivemos e como utilizá-la agora. Esquecemos que o fim de um amor é também parte da nossa historia. O que vivemos nessa história de amor, as alegrias, as tristezas. Tudo ficará marcado em nossa história de vida.
Seja corajoso o bastante para aceitar a ajuda das pessoas. É saudável procurar consolo e apoio dos amigos quando terminamos uma história de amor. É bom compartilhar os sentimentos, as impressões, alguém em quem você confia e se sinta à vontade. Se for muito doloroso para você, não hesite em procurar o apoio de um psicoterapeuta.
O mais importante é não se isolar da vida, abrir mão das coisas que você gosta. Além do contato com parentes e amigos, procure ficar cercado de coisas que você sempre quis: um aquário com peixes ou mesmo alguns vasos de plantas.
Cuidar de uma planta todos os dias ou até mesmo alimentar um peixinho dá a sensação de que a vida continua e está aí para ser vivida.
"Saber viver o fim de um amor é saber viver!"
(Franco La Cecla)
Kátia Horpaczky
Psicóloga Clinica, Psicoterapeuta Sexual de Família e Casal
"Começar de novo e contar comigo
vai valer a pena ter sobrevivido!"
Ivan Lins e Victor Martins
São raras as pessoas que lidam bem, de uma forma saudável, com a separação. A maioria sofre muito, fica abalada, deprimida, tem dificuldades em recomeçar a vida sozinha. São muitas as emoções despertadas pela separação. Todas essas emoções podem ser reduzidas a uma enorme e insuportável dor. A sensação, nessa hora, é de que a dor nunca mais vai passar.
No entanto, ela passa, pode acreditar. Claro que existem algumas coisas que podemos e devemos fazer para atravessar esse processo que pode ser tão doloroso. É um processo difícil, mas podemos sair dele mais fortes e conscientes.
As separações e os divórcios nunca foram tão numerosos como nos dias de hoje. Vamos pensar em alguns pontos: Por que o rompimento é tão mal? Por que sofremos tanto com o fim de uma relação? Por que a separação é sentida como tão negativa? Você já se questionou sobre isso alguma vez? Você tem essas respostas?
Aprender com os erros
Para podermos falar de como nos separamos, precisamos antes entender o modo como nos relacionamos. Sempre vivemos na crença do "amor eterno", que tem de durar a vida toda. A verdade é que nos recusamos a encarar o momento da separação como ele é, ou seja: uma passagem. Então por que tanta dificuldade? Vamos tentar entender.
No amor, existe a arte da ruptura, assim como a da conquista. Então, podemos dizer que a separação é a repetição, em negativo, da surpresa do amor que acaba sendo valorizado e reconhecido pela dor. A separação de uma forma dolorida é uma maneira de anunciar que o amor existiu e que se viveu uma verdadeira historia de amor.
Então, se não sofremos com a separação fica no ar a dúvida de que realmente era um amor verdadeiro. "Será que vivi uma história de amor ou apenas um 'delírio amoroso', uma paixão passageira"?
Um ponto que nos atrapalha muito é a vergonha que sentimos quando terminamos uma relação. Ora, com o rompimento vem junto a idéia de fracasso, derrota, incompetência e.......até mesmo de morte! Ora, quando pensamos assim deixamos de ver que é possível aprender com essa relação.
Precisamos ver que o fim de um amor faz parte da nossa existência. É um fim de um ciclo. Nada é eterno. Há tempo de plantar e colher. Cada um de nós tem sua própria experiência e suas necessidades. Quando um relacionamento acaba devemos analisar nosso comportamento pois assim não repetimos os mesmos erros em um próximo relacionamento.
Guardando os momentos bons!
Terminamos mal nossas histórias de amor porque não sabermos lidar com as experiências e lembranças de relações passadas. Uma das maiores dificuldades é como lidar com a felicidade que vivemos e como utilizá-la agora. Esquecemos que o fim de um amor é também parte da nossa historia. O que vivemos nessa história de amor, as alegrias, as tristezas. Tudo ficará marcado em nossa história de vida.
Seja corajoso o bastante para aceitar a ajuda das pessoas. É saudável procurar consolo e apoio dos amigos quando terminamos uma história de amor. É bom compartilhar os sentimentos, as impressões, alguém em quem você confia e se sinta à vontade. Se for muito doloroso para você, não hesite em procurar o apoio de um psicoterapeuta.
O mais importante é não se isolar da vida, abrir mão das coisas que você gosta. Além do contato com parentes e amigos, procure ficar cercado de coisas que você sempre quis: um aquário com peixes ou mesmo alguns vasos de plantas.
Cuidar de uma planta todos os dias ou até mesmo alimentar um peixinho dá a sensação de que a vida continua e está aí para ser vivida.
"Saber viver o fim de um amor é saber viver!"
(Franco La Cecla)
Kátia Horpaczky
Psicóloga Clinica, Psicoterapeuta Sexual de Família e Casal
PERDÃO
Há uma história que nos fala de um menino, por nome Moc. À sua tribo haviam chegado colonos brancos, e um deles, um tal Sr. Cohen, estabelecera ali uma loja. Moc armara uma arapuca na floresta, para apanhar uma raposa. Na manhã seguinte, viu que a armadilha funcionara, mas que o animal escapara. Notou então na lama umas pegadas que não podiam ser outras senão as do velho Sr. Cohen. Evidentemente, ele furtara o animal. Moc ficou enfurecido. O conselho que lhe dera o missionário, de que perdoasse a seus inimigos, pareceu-lhe impossível de seguir. Ao chegar à loja e encontrar-se frente a frente com o Sr. Cohen, repetiu consigo mesmo sua velha divisa hindu.
"Um bom hindu não esquece nunca". Naquela tarde, dirigia-se à praia, quando foi atraído por uns gritos. Rebentara uma tempestade, e um homem havia sido arrastado pelo mar. Na praia, a senhora Cohen torcia as mãos. Moc pôs-se ao largo em sua canoa, remando por sobre as ondas revoltas. Duro era aquele trabalho, e foi com o risco da própria vida que conseguiu trazer à praia o Sr. Cohen, prestes a afogar-se.
Ao abrir o homem os olhos, compreendendo o que se havia passado, perguntou: "Por que arriscou a sua vida para salvar um homem que lhe fizera uma injustiça?" E Moc respondeu: "Porque eu quero ser um bom hindu, e um bom hindu retribui o mal com o bem. Já tomei a minha vingança".
Que exige mais valor – esquecer uma injustiça ou reter rancor contra alguém?
– Luíza E. Bechenstein.
Há uma história que nos fala de um menino, por nome Moc. À sua tribo haviam chegado colonos brancos, e um deles, um tal Sr. Cohen, estabelecera ali uma loja. Moc armara uma arapuca na floresta, para apanhar uma raposa. Na manhã seguinte, viu que a armadilha funcionara, mas que o animal escapara. Notou então na lama umas pegadas que não podiam ser outras senão as do velho Sr. Cohen. Evidentemente, ele furtara o animal. Moc ficou enfurecido. O conselho que lhe dera o missionário, de que perdoasse a seus inimigos, pareceu-lhe impossível de seguir. Ao chegar à loja e encontrar-se frente a frente com o Sr. Cohen, repetiu consigo mesmo sua velha divisa hindu.
"Um bom hindu não esquece nunca". Naquela tarde, dirigia-se à praia, quando foi atraído por uns gritos. Rebentara uma tempestade, e um homem havia sido arrastado pelo mar. Na praia, a senhora Cohen torcia as mãos. Moc pôs-se ao largo em sua canoa, remando por sobre as ondas revoltas. Duro era aquele trabalho, e foi com o risco da própria vida que conseguiu trazer à praia o Sr. Cohen, prestes a afogar-se.
Ao abrir o homem os olhos, compreendendo o que se havia passado, perguntou: "Por que arriscou a sua vida para salvar um homem que lhe fizera uma injustiça?" E Moc respondeu: "Porque eu quero ser um bom hindu, e um bom hindu retribui o mal com o bem. Já tomei a minha vingança".
Que exige mais valor – esquecer uma injustiça ou reter rancor contra alguém?
– Luíza E. Bechenstein.
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