sábado, 31 de janeiro de 2015

Não tem como esquecer, seu aniversário.

Heide e o filho.


       Como explicar estes momentos, recebo as vezes pelo celular, coisas engraçadas sobre como dizer a alguém que tem muita saudade, tem uma mesmo que fala assim "vou escrever  num tijolo a palavra saudade e jogar na sua testa pra você saber quanto dói a saudade". Não precisamos atirar e nem mesmo escrever sobre nenhum objeto este sentimento  pois que, está latente no coração.
       Dia 10 de janeiro é uma data inesquecível, data do seu nascimento, confesso que chorei muito. Chico Xavier costumava dizer que não há problema em chorar de saudades, não se pode é lamentar e sofrer todo o tempo, sempre a olhar para trás. 
      Lembro-me como se fosse hoje, fui para maternidade sentindo dores e o médico que acompanhava a gravidez me deixou esperar até as 22h,  hora em que Heide veio ao mundo, momento de graça e beleza. 
       Tão dificil é para mim relembrar os momentos mais lindos com vc pois que, não lembro dos ruins, na verdade creio que nem teve. Comecei escrever este texto dia dez de janeiro e hoje vinte e um dias depois é que voltei para finalizá-lo. 
      Gostaria mesmo de ter a capacidade de apagar da mente algumas imagens e histórias, gostaria mesmo que fosse possível voltar no tempo, de poder recomeçar do zero,  de engravidar outra vez e poder -la nascer e passar a noite acordada na maternidade amamentando, de poder trocar suas fraldas, ver seu sorriso lindo e seu choro baixinho, do correr na sala, chupar caroço de manga, se sujar de doce, vesti-la de palhacinha, de vê-la embaixo da mesa feito gatinha pedindo comida mesmo depois de ter sido alimentada.
         Acompanhá-la para a escola, das apresentações, das amizades da infância e adolescência, das viagens de férias em Santa Cruz de Cabrália, Porto Seguro, Cumuruxatiba, Salvador, as histórias no retorno. Como tudo isso foi bom.
        As lembranças das palhaçadas pois sempre foi muito cheia de graça, resenhista, sempre muito risonha, Nunca foi muito de chorar mas enxugou muito minhas lágrimas, minha companheira quando precisei. Sempre agradeci a Deus pelos filhos que me deu, mas confesso que ficar sem essa filha me deixou por algum tempo em dúvida sobre as minhas crenças, creio até que questionei Deus do porquê.
         Queria poder tê-la aqui e fazer uma torta de abacaxi para comemorar o seu aniversário, como não tinha como eu desejei ir até onde você se encontra, mas também não sei onde encontrá-la e também não sei se suportaria vê-la e sem ter como tê-la de volta ao meu lado.
            Quero dizer agora que a saudade continua infinita e é como uma trombada de caminhão, dói  terrivelmente. Quero que saiba que desde que minha filha se foi que raramente sonho e quando sonho com alguma coisa ou alguem lembro apenas de fragmentos do sonho, é tão triste não sonhar.
               

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