quinta-feira, 14 de maio de 2015

Por que??????


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Grande numero de pessoas que conheço ja viveram em algum momento da vida atos de violência dentro de casa. Quando menina, vivi momentos de grande stress, de horror mesmo pois que, não conseguia entender o porquê da minha mãe se submeter àquelas  situações vexatórias. Cresci num ambiente pouco saudavel, já que vez por outra, acordava ouvindo gritos e barulho de pancadarias e nos sentíamos indefesos e impotentes. Eramos em cinco filhos.  
Minha mãe uma mulher trabalhadora, guerreira, dessas mulheres trator, não importando que obstáculos tinha pela frente ela os enfrentava, creio que herdei isso dela, mas, vivia num tempo em que os maridos eram donos e o que falavam era para ser obedecido.
Fui criada ouvindo da minha mãe e avó, que  o homem é o provedor da casa  então tudo que dissesse ou fizesse tinha que ser acatado e obedecido.
Me chamavam de topetuda em casa por que eu sempre contestava as coisas e, apanhava muito por ser muito questionadora e não aceitar tudo como um carneiro, em silêncio.
Acordei algumas vezes assustada e procurando por aquela que me trouxe ao mundo, e, encontrá-la entre as plantas no fundo do nosso quintal que era imenso, a chorar e querer morrer pra não continuar vivendo aquele martírio que era o seu casamento.
Vi minha mãe apanhar muitas vezes, vi seu pescoço marcado pelos dedos grossos e impiedosos   do homem que ela dizia amar o meu pai, vi minha mãe tentando suicidio queimando suas vestes. Jurei a mim mesma que não viveria um dia sequer com alguém violento, nem para comigo muito menos para os meus filhos.
Pensava que violência era o ato de bater, espancar, de ferir, mas hoje sei perfeitamente que minha mãe sofreu todos os tipos de violência entre elas a verbal e sempre usava a desculpa de que não o deixava por que tinha filhos pequenos para criar, lembro-me de uma frase que até pouco tempo ouvi e que ela sempre nos dizia: "ruim com ele, pior sem ele". e vejam só como as mulheres ainda hoje acreditam nesta condição.
Estou revelando a situação para chegar até o ano de 2006/2007 onde a minha filha vivia uma condição parecida com a da minha mãe e como nós mulheres temos a capacidade de suportar agressões de todo estilo. Quando não é verbal, é pancada, constrangimento e vergonha.
Mas se é terrivel viver uma vida de horror, e quando se trata de crimes? Quem vai responder por isso? O que leva um ser a eliminar, a destruir a vida de outro alguem a quem jurava amor eterno? A quem associar a culpa, a quem devemos responsabilizar pelo desequilíbrio do ou da infeliz que comete um ato tão infame? Como proteger nossas filhas sim as filhas, pois são as maiores vítimas são as mulheres. Quando será que o homem conseguirá enxergar e perceber  que não somos donos de nada neste mundo e que até o corpo que usamos é emprestado.
Não, não aceito ver tanto abuso não se fala de outro assunto nas redes de tv e redes sociais que seja tão medonho quanto a morte de mulheres que são eliminadas por seus companheiros, que não aceitam a separação.
Duro ver na tela todos os dias reportagens de mulheres que deixam filhos menores e morrem a facadas, tiros, pancadas, estrangulamentos e que mães do mundo inteiro choram a falta daquelas que foram extraidas da sua convivência e partiram sem um adeus, ou um abraço. Que não tiveram tempo de dizer adeus ou eu te amo.
Duro ver na tela pais implorando por justiça, justiça essa que nunca chega, eu só peço justiça a Deus pois ele foi tão covarde que tirou sua própria vida, não teve coragem de enfrentar o mundo de assumir a sua irresponsabilidade perante os homens e diante do seu filho, que ficou tão pequenino.
Peço a Deus que me ajude todos os dias a ter saúde, força e coragem para criá-lo com decência e honestidade, num ambiente saudavel  e cheio de amor.
Que Deus nos dê paz.

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