quinta-feira, 14 de maio de 2015

Por que??????


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Grande numero de pessoas que conheço ja viveram em algum momento da vida atos de violência dentro de casa. Quando menina, vivi momentos de grande stress, de horror mesmo pois que, não conseguia entender o porquê da minha mãe se submeter àquelas  situações vexatórias. Cresci num ambiente pouco saudavel, já que vez por outra, acordava ouvindo gritos e barulho de pancadarias e nos sentíamos indefesos e impotentes. Eramos em cinco filhos.  
Minha mãe uma mulher trabalhadora, guerreira, dessas mulheres trator, não importando que obstáculos tinha pela frente ela os enfrentava, creio que herdei isso dela, mas, vivia num tempo em que os maridos eram donos e o que falavam era para ser obedecido.
Fui criada ouvindo da minha mãe e avó, que  o homem é o provedor da casa  então tudo que dissesse ou fizesse tinha que ser acatado e obedecido.
Me chamavam de topetuda em casa por que eu sempre contestava as coisas e, apanhava muito por ser muito questionadora e não aceitar tudo como um carneiro, em silêncio.
Acordei algumas vezes assustada e procurando por aquela que me trouxe ao mundo, e, encontrá-la entre as plantas no fundo do nosso quintal que era imenso, a chorar e querer morrer pra não continuar vivendo aquele martírio que era o seu casamento.
Vi minha mãe apanhar muitas vezes, vi seu pescoço marcado pelos dedos grossos e impiedosos   do homem que ela dizia amar o meu pai, vi minha mãe tentando suicidio queimando suas vestes. Jurei a mim mesma que não viveria um dia sequer com alguém violento, nem para comigo muito menos para os meus filhos.
Pensava que violência era o ato de bater, espancar, de ferir, mas hoje sei perfeitamente que minha mãe sofreu todos os tipos de violência entre elas a verbal e sempre usava a desculpa de que não o deixava por que tinha filhos pequenos para criar, lembro-me de uma frase que até pouco tempo ouvi e que ela sempre nos dizia: "ruim com ele, pior sem ele". e vejam só como as mulheres ainda hoje acreditam nesta condição.
Estou revelando a situação para chegar até o ano de 2006/2007 onde a minha filha vivia uma condição parecida com a da minha mãe e como nós mulheres temos a capacidade de suportar agressões de todo estilo. Quando não é verbal, é pancada, constrangimento e vergonha.
Mas se é terrivel viver uma vida de horror, e quando se trata de crimes? Quem vai responder por isso? O que leva um ser a eliminar, a destruir a vida de outro alguem a quem jurava amor eterno? A quem associar a culpa, a quem devemos responsabilizar pelo desequilíbrio do ou da infeliz que comete um ato tão infame? Como proteger nossas filhas sim as filhas, pois são as maiores vítimas são as mulheres. Quando será que o homem conseguirá enxergar e perceber  que não somos donos de nada neste mundo e que até o corpo que usamos é emprestado.
Não, não aceito ver tanto abuso não se fala de outro assunto nas redes de tv e redes sociais que seja tão medonho quanto a morte de mulheres que são eliminadas por seus companheiros, que não aceitam a separação.
Duro ver na tela todos os dias reportagens de mulheres que deixam filhos menores e morrem a facadas, tiros, pancadas, estrangulamentos e que mães do mundo inteiro choram a falta daquelas que foram extraidas da sua convivência e partiram sem um adeus, ou um abraço. Que não tiveram tempo de dizer adeus ou eu te amo.
Duro ver na tela pais implorando por justiça, justiça essa que nunca chega, eu só peço justiça a Deus pois ele foi tão covarde que tirou sua própria vida, não teve coragem de enfrentar o mundo de assumir a sua irresponsabilidade perante os homens e diante do seu filho, que ficou tão pequenino.
Peço a Deus que me ajude todos os dias a ter saúde, força e coragem para criá-lo com decência e honestidade, num ambiente saudavel  e cheio de amor.
Que Deus nos dê paz.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Não há explicação melhor ...

Sem  conseguir definir exatamente os sentimentos que invadem minha alma, fui buscando dentro de mim uma explicação para este sentimento que me deixa triste, chorosa e com vontade de partir, de fugir e muitas vezes de ficar num lugar bem distante de todos e, só ouvir a minha respiração, meu silêncio, meus pensamentos e aquietá-los, para que eu consiga  me ver e enxergar com mais clareza tudo que preciso para me tornar melhor.
Sinto constantemente a necessidade de fazer algo além de mim, algo que venha beneficiar não só a mim mas, ajudar outras pessoas que viveram, vivem e sofrem por algum incomodo causado por situações criadas sem que tenhamos tido a possibilidade de evitar ou impedir, pois tudo parece forjado e escrito no livro da vida.
Não consegui ainda assumir e ter o compromisso da responsabilidade de cumprir com o acordo que fiz antes de vir a este mundo. Acredito que esteja sendo falha por não me sentir pronta, pois, acredito que ainda tenho muito medo de errar e não seguir o meu instinto natural, tenho assumido compromissos diversos, com o trabalho, com a familia, mas não sei  se tenho cumprido com os deveres de mãe. Me senti culpada sim,  por todos estes anos de ausência, pelo fato de não ter dado um telefonema para a minha filha naquele dia  fatidico, me senti frustada e culpada por ter tido a lembrança de falar com ela sobre a festinha do seu filho, penso que poderia ter evitado tudo isso e hoje ela ainda estaria ao meu lado.
Me senti só e ainda gosto de andar só pois só Deus consegue ver  e me ouvir de verdade. Não deixei de crê. Não perdi a fé mas, queria muito que tudo fosse diferente e as vezes no meu silencio eu o questiono. Me perdoe Deus.
Quantas vezes tenho sentido vontade de ir embora pra bem distante, criar meu filho em outra cidade, mas o que vai mudar é apenas a cidade a história será sempre a mesma e me acompanhará até o túmulo. As pessoas dizem que sou muito forte, mas existe alguém neste mundo que me faz me tornar mais forte para que eu possa suportar essa dor. Por isso o titulo  não há explicação melhor para a saudade que distância, lágrimas que não alcanço para seca-las, abraço que não posso dar, beijos não são sentidos, olhar que não mais se encontram, bom dia que ficou no ar,, perfume do seu cheiro e sonhos a realizar, são tantas as explicações para a saudade  que sinto.
Mas, de todas as explicações a que mais me agrada é o desejo de que eu pudesse novamente te tocar, de poder te ajudar de sonhar que estamos juntas e que juntas podemos criar o seu filho que está crescendo cada da que passa, mais esperto mais curioso, muito inteligente, mais também muito teimoso, muito engraçado as vezes como você era, mas é muito genioso.
Quer sempre ditar, não é de receber ordens é muito de questionar e não faz o que não gosta. Está numa fase de desobediência  e tudo quer saber o porquê.
Ah! como eu queria que o tempo voltasse se assim fosse e então eu procuraria fazer com que nada de mal lhes acontecesse ou de alguma forma aconteceria? Não sei.
Tenho me sentido cansada e ao mesmo tempo sinto que não posso parar, acho que se parar eu não consigo fazer o que tem que ser feito e não posso falhar, muitos dependem de mim de alguma forma mas Caio ele precisa de mim sempre e tenho que ser forte corajosa e determinada para consegui  cria-lo com os preceitos da honestidade, de carater ilibado, com senso de responsabilidade  e saudavel, forte e corajoso, para enfrentar as dificuldades e observar as belezas que a vida oferece com as adversidades.
Que Deus te abençoe.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Não tem como esquecer, seu aniversário.

Heide e o filho.


       Como explicar estes momentos, recebo as vezes pelo celular, coisas engraçadas sobre como dizer a alguém que tem muita saudade, tem uma mesmo que fala assim "vou escrever  num tijolo a palavra saudade e jogar na sua testa pra você saber quanto dói a saudade". Não precisamos atirar e nem mesmo escrever sobre nenhum objeto este sentimento  pois que, está latente no coração.
       Dia 10 de janeiro é uma data inesquecível, data do seu nascimento, confesso que chorei muito. Chico Xavier costumava dizer que não há problema em chorar de saudades, não se pode é lamentar e sofrer todo o tempo, sempre a olhar para trás. 
      Lembro-me como se fosse hoje, fui para maternidade sentindo dores e o médico que acompanhava a gravidez me deixou esperar até as 22h,  hora em que Heide veio ao mundo, momento de graça e beleza. 
       Tão dificil é para mim relembrar os momentos mais lindos com vc pois que, não lembro dos ruins, na verdade creio que nem teve. Comecei escrever este texto dia dez de janeiro e hoje vinte e um dias depois é que voltei para finalizá-lo. 
      Gostaria mesmo de ter a capacidade de apagar da mente algumas imagens e histórias, gostaria mesmo que fosse possível voltar no tempo, de poder recomeçar do zero,  de engravidar outra vez e poder -la nascer e passar a noite acordada na maternidade amamentando, de poder trocar suas fraldas, ver seu sorriso lindo e seu choro baixinho, do correr na sala, chupar caroço de manga, se sujar de doce, vesti-la de palhacinha, de vê-la embaixo da mesa feito gatinha pedindo comida mesmo depois de ter sido alimentada.
         Acompanhá-la para a escola, das apresentações, das amizades da infância e adolescência, das viagens de férias em Santa Cruz de Cabrália, Porto Seguro, Cumuruxatiba, Salvador, as histórias no retorno. Como tudo isso foi bom.
        As lembranças das palhaçadas pois sempre foi muito cheia de graça, resenhista, sempre muito risonha, Nunca foi muito de chorar mas enxugou muito minhas lágrimas, minha companheira quando precisei. Sempre agradeci a Deus pelos filhos que me deu, mas confesso que ficar sem essa filha me deixou por algum tempo em dúvida sobre as minhas crenças, creio até que questionei Deus do porquê.
         Queria poder tê-la aqui e fazer uma torta de abacaxi para comemorar o seu aniversário, como não tinha como eu desejei ir até onde você se encontra, mas também não sei onde encontrá-la e também não sei se suportaria vê-la e sem ter como tê-la de volta ao meu lado.
            Quero dizer agora que a saudade continua infinita e é como uma trombada de caminhão, dói  terrivelmente. Quero que saiba que desde que minha filha se foi que raramente sonho e quando sonho com alguma coisa ou alguem lembro apenas de fragmentos do sonho, é tão triste não sonhar.
               

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Ano Novo, Mais um que começa e Sem você aqui.

Meus filhos, meu neto e minhas netas são as minhas jóias mais raras e preciosas, agradeço a Ti Senhor, por esse maravilhoso presente

     Ano de 2014, acabou e hoje 01 de janeiro de 2015, e faltou você, seu abraço, seu sorriso, sua alegria e a presença marcante  da mulher linda que você sempre foi. Quando chega a aproximação das datas comemorativas mais especiais como natal e reveilon começo a ficar com um sentimento misto de tristeza e saudade pois, que as lembranças de tudo que vivemos e dos momentos que perdemos e está guardada na memória.            
    Sempre me pergunto por que tudo aconteceu, por que foi que você foi-nos tirada tão repentinamente, queria não me sentir como me sinto pois é horrível se sentir responsável pela tragédia, nunca tive a coragem de me confessar culpada como estou fazendo agora.
       Vou explicar isso, quando Heide ainda estava entre nós, quase todos os dias nos falávamos pela manhã e geralmente à noite ela ia me ver na padaria, conversavamos bastante, sempre que eu fazia feijão, ligava para ela e dizia tem aquele feijão, e ela logo dizia que eu colocasse mais pratos na mesa. 
      Vendemos a padaria e tentamos outros negócios até chegar na distribuidora de energéticos e ela, quase todos os dias ia lá me ver para conversar, pedir opinião, me chamar para fazer alguma coisa e sempre ligava pela manhã para me perguntar se ja tinha me dito naquele dia que me amava, eu respondia não então ela falava estou dizendo agora, era fantástico.
      Onde está então o sentimento de culpa? Dia fatídico, 16 de junho de 2010, dia da festinha da escola em que Caio o seu filho, estudava, fiquei responsável em fazer os remendos da roupinha que ele iria usar. Naquele dia exatamente naquele dia eu esqueci de ligar para ela para falar qualquer coisa e ela também não me ligou mas eu estava tão envolvida com o trabalho que só umas oito horas  eu me lembrei que a camisa de Caio ainda não tinha sido comprada e eu não teria como fazer isso, ao invés de ligar para ela liguei para o pai de Caio, eu dei pra ele a chance a deixa para que ele cometesse o crime.
        Crime que muitos chamam de passional eu dou a isso o nome de loucura, falta de amor ao próximo e a sí, falta de Deus.
         Em que momento descobri que a minha filha caçula tinha sumido, que não pegou sua moto como sempre fazia para ir ao trabalho, por volta do meio dia, foi ai que comecei a me questionar sobre o porquê de não ter lembrado de ligar para ela naquele maldito dia, por que eu não liguei até mesmo para saber se ela ja estava em casa , ou se ja tinha saido para o trabalho, sobre a roupa de Caio a que horas nós iriámos a festa na escola, qual o salgado que era para levar, se era ela que ia comprar ou eu. Enfim me questiono sobre o porquê eu não lembrei dela naquela manhã. Deus me ajude e me perdoe.
          Quando comecei escrever este blog tinha o propósito de ajudar aos pais que tinham como eu, ficado sem seus filhos, continuo sem  minha filha e sinto demais a sua falta, creio que essa lacuna jamais será preenchida, não acredito ter também alcançado o objetivo de ajudar alguém mesmo porque hoje acho que todos nós precisamos de ajuda. Tenho buscado no trabalho a melhor forma de ocupar a mente e na prece a força para me manter viva e acreditando que um dia o Senhor que movimenta os mundos me dará a felicidade de reencontrá-la.
           Para muitos um feliz ano que se inicia, para mim como para tantos pais que viveram os momentos angustiantes de perder um filho mais um ano sem a sua presença física.
             

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Não tem como medir.

 Um dia acordei por volta de quatro da manhã e 
tirei fotos do amanhecer, o nascer do sol é perfeito como perfeita são todas as coisas criadas por 
DEUS. 
Faz um bom tempo que não venho ao blog para escrever e explanar meus sentimentos, 16 de junho de 2014,  completou 4 anos de uma distância que não sei como medir a não ser pela saudade e vontade de rever a pessoinha que partiu sem ao menos dizer adeus.
Contar os dias, as semanas, os meses e os anos parece ser um vício para todos os pais que estão sem seus filhos que tiveram uma partida que podemos dizer , partida brusca e brutal. Como conciliar o sono, acreditando que se dormir a uma grande possibilidade do reencontro das almas enquanto libertas do corpo. Sabem qual a minha grande  agonia? Nem sei mesmo definir que sentimento é este, impotência, decepção, vazio, não sei. O que sei é que as pessoas que a conheceram, que a amaram, sempre me contam sobre sonhos que tiveram com ela, com a minha filha, e eu sonhei apenas uma única vez que me lembro, logo após sua partida, andavamos de bicicleta e riamos e depois só mesmo a saudade. Se a distância fosse como se tivesse viajado para um outro continente, um outro país, teriamos a web,   os meios de comunicação através das redes sociais para nos vermos. Mas não consigo nem mesmo saber se está bem, como vai vc minha filha? Como podemos nos comunicar, tenho tido a felicidade de receber alguns recados através de uma pessoa querida qme fala dos seus recados e isso tem amenizado um pouco mais essa dor de não tê-la mais comigo. Filha quero te pedir perdão, por não ter tido a  capacidade de ser uma mãe melhor pra você, de não ter-lhe apoiado mais e talvez de não ter compreendido e te protegido como deveria. Quero te pedir que me perdoe se tenho atrapalhado sua nova caminhada, quando choro a sua falta e lamento a sua ausência, quando muitas vezes nos meus momentos de angústia eu queria que você estivesse aqui comigo, me apoiando, me dando o ombro e o  que sempre me deu. Tenho orado a Deus por todos nós, sua irmã tem sido uma grande amiga, mas não gosto de preocupa-la pois ela ja tem suas cargas de pesares, seu irmão mesmo distante está sempre me ajudando com palavras de carinho e conforto, mas quero que entenda que eles eu posso pegar  um carro, um avião e pronto estamos junto, e você, como devo me conduzir para  vê-la, que condução devo tomar e que estrada devo seguir. 
Nosso menino é muito inteligente, esperto e muito carinhoso, tem seus defeitos como todo ser neste mundo tem, estou buscando corrigir através dos ensinamentos e da educação que tenho dado, está cada dia mais parecido com você, o sorriso, o olhar doce e as gracinhas(palhaçadas).
Sinto muito por nós, hoje vivo uma fase da vida muito parecida com aquela vivida por ti, mas estou tentando resolver de maneira que ninguém saia ferido. Deus abençoe e ilumine seus passos. Te amo.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Uma carta de amor

Planeta terra, 01 de fevereiro de 2014


Querida e amada filha Heide.

Estamos no ano de 2014, fazem exatamente três anos e meio que você partiu, a saudade que sentimos é imensa, não temos como classificar esse sentimento que nos toma a cada pensamento em você.
Quero te dar notícias de todos que aqui estão, Seu irmão Roque continua trabalhando muito e ainda morando em Osasco, na grande São Paulo, vez por outra nos falamos e lembramos da saudade que temos de você, ele está bem, está morando agora com um amigo dividindo o apartamento. Keli, está buscando equilíbrio numa religião evangélica, mora com as duas filhas Bia e Lari que por sinal muito inteligentes e espertas e muito bonitas. Sua afilhada e sobrinha querida Jéssica completou dezessete anos, está uma linda moça, sente muito sua falta, é estudiosa e também tem procurado um equilíbrio para concluir seus projetos de vida está querendo estudar fora da Bahia designer ou medicina me esqueci agora o que ela me disse que vai tentar mas acho que ela quer mesmo ser pediatra. 
Tenho colhido frutos de tudo que plantei na vida, nesta vida, alguns bons outros não tão bons, mas sei que tudo isso faz parte do aprendizado. Nestes 3 anos e meio, muitas coisas aconteceram, inclusive a internação do seu pai. Vou sair do trabalho e vou cuidar dos negócios, pois estamos novamente com aquela padaria a Pão Crocante, tantas recordações, quando você ia me ver e ficávamos no escritório conversando, das coisas que gostava de comer e Caio adorava tomar suco de caixinha .
No geral estou bem mas há momentos que acho que o tempo não passa e está demorando muito o nosso reencontro, volto atrás e lembro que preciso me sentir fortalecida para criar e educar o nosso filhote de maneira que ele se torne um homem forte, corajoso, equilibrado e generoso, pois que é muito amoroso com todos. Está enorme, tanto cresce como come e engorda, teimoso as vezes desobediente, muitas vezes so escuta depois que dou uns berros, mas me ama e não quer sair de perto de mim.
Muito inteligente e sagaz, esperto e pega as coisas no ar, não é preciso falar mais de uma vez pra que ele não faça sua interpretação, mas muito sagaz por muitas das vezes querer reverter as coisas a seu favor e ai então trata as pessoas como se elas não entendessem nada. 
Adora música boa, mas Alex as vezes ouve umas coisas bregas e como sabe que não gosto pede pra ele cantar para mim e ele canta e dá muita risada. Ah! sua risada é deliciosa, contagiante, dou muita risada quando ele está assistindo algo engraçado e eu rio da sua gargalhada, Marcos também adora a gargalhada de Caio.
Este ano ele passou dez dias na roça com o avô, não se preocupe está tudo bem ele está ficando um homenzinho. Alex tem um amor paternal e a recíproca é verdadeira, Caio o ama e é o pai. Eles dois se dão muito bem.
 Passou o seu aniversário, no dia estava em Eunápolis na casa de Keli e Jeu estava lá, falamos das lembranças boas e de como sentimos sua falta.
Caio sempre ri muito das estórias que conto a seu respeito, das coisas da sua infância, das gracinhas que adorava fazer durante seu tempo aqui,  da dança da falsa baiana, e eu sempre falava que você deveria ser humorista, de quando cantávamos e de como adorava me ouvir cantar. Lembro-me do susto que tomei quando cantava Caçador de mim no chuveiro e quando terminei você bateu palmas e me disse como canto lindamente essa música, sempre canto ao chuveiro esperando as palmas, mas me assustou pois eu achava que estava sozinha em casa.
Bem, se eu for falar sobre tudo que faz sentir sua falta e de como essa distância é dorida levaria a noite escrevendo sem parar. Nós te amamos e rogamos sempre a Deus que a proteja e Ilumine seus caminhos e sua vida. Gostaria muito de ter mais noticias suas, mas nem sonho mais, ou não lembro que sonho, fica só uma sensação de algo que não sei explicar no dia seguinte.
Por favor mande notícias, já é muito ficar sem te ver.
Te amamos e queremos que fique bem.
Te amamos para todo sempre
Sua mãe e filho
Beijos no coração e em toda alma.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O Tempo!

O tempo passa. Mais um ano se vai, virada do ano e eu estou aqui refletindo sobre tudo que aconteceu nesse longo período sem a minha filha, mas, em nenhum instante esqueço que tenho meus outros dois filhos, creio até que nos aproximamos mais, buscamos ficar mais unidos embora distantes por morar em cidades diferentes. Nosso filho Caio, cada dia mais belo crescendo muito rápido e ficando  muito mais esperto. Tenho pensado muito em muita coisa e uma das coisas que tenho pensado nos últimos dias do ano é na forma como tudo aconteceu e me perguntado por que essas lembranças não se apagam automaticamente, se temos o poder de esquecer coisas boas muita das vezes belas por que então não conseguimos apagar, eliminar do nosso registro essas lembranças tão dolorosas, tento na maioria das vezes lembrar das traquinagens de Heide quando criança, das gracinhas que ela fazia na adolescência e de como era brincalhona de como era também comediante mas, como que automatizado o cérebro retorna ao dia em que passei ligando e enviando mensagem sem obter resposta, de quanto orei implorando aos anjos protetores que a trouxesse de volta, de como enviei mensagem para o seu algoz para que ele a libertasse em nome de Deus, que lembrasse do seu filhinho. Pergunto aos céus todos os dias onde eu errei.Pergunto a Deus como ela está   e peço a Deus que a ajude no aprendizado do perdão.
Este é um dos grandes desabafos que faço, não tem sido fácil pra mim nos últimos 3 anos e meio que é o tempo completo da sua partida, não gosto mais do meu trabalho, nem do convívio com algumas pessoas, quero ir embora desta cidade que me traz tantas recordações, quero fazer algo que me preencha este vazio, gostaria muito de escrever a história da minha passagem pela terra mais não sei por onde começar, tenho tido muita pena de Zé que hoje se encontra em pior situação que todos, internado numa clinica psiquiatrica pois era uma pessoa doente da alma e ficou muito pior depois do desencarne da filha que ele tanto amava, penso muito na questão do resgate que tanto se fala na espiritualidade e sempre questiono sobre que mais tenho ainda que resgatar.
Hoje 1º de janeiro de 2014 mês em que minha filha Heide nasceu daqui a nove dias ela completaria 32 anos e tantas perguntas ainda sem respostas. Ainda hoje me pergunto aonde foi parar a arma que foi usada no disparo, quem mais estava lá, ou se passou em seguida e levou a arma, por que não levou outras coisas, dinheiro, celular, não depenou o carro. Aonde ele passou a noite com ela, são muitas perguntas sem respostas.
Tenho escutado de algumas pessoas que não importa saber detalhes do que realmente aconteceu, para eles seria um sofrimento a mais, melhor deixar como está. Não entendem a cabeça de uma mãe que viu sua filha sair numa tarde do dia 15 de junho e retornar dois dias depois para o IML numa maca para ser periciada e ter a possibilidade de ver o desespero e o medo estampado em seu rosto. Três longos anos e meio e não consigo esquecer nada, nenhum detalhe.
Tenho buscado na fé que tenho num Deus que sei me amparar e me dar forças para suportar tudo e colocar alegria em minha vida por causa de Caio que é a minha grande esperança de vida, minha vontade de viver e progredir. Ele sempre diz pra mim, "mamãe você é rica", acho interessante e engraçado. Não esquece da sua mãe, acho lindo a forma como ora por ela todas as noites e como pede proteção a Deus pra ela e também para o pai.
Espero de verdade que este ano de 2014 seja um ano de mudanças para mim e para Caio, quero ir embora de Itabuna, fazer outras coisas inclusive aprender a tocar piano para voltar a cantar, me dedicar a um  trabalho que sempre amei e quero muito dar continuidade junto com um grupo de amigos irmãos de atendimento espiritual, "dê de graça aquilo que de graça recebeste" disse o MESTRE e eu sinto que chegou o momento de voltar e me reunir ao grupo. Estou em tuas mãos Senhor.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O tempo.

Dizem os mais velhos, acredito que sábios pois a maturidade geralmente traz junto a sabedoria adquirida com o tempo que, o tempo tudo cura. Ainda não encontrei essa cura, pois ainda não cicatrizou a ferida que foi feita na minha alma, com a partida brusca da minha pequena, onde ficaram algumas lacunas e um vazio extenso e, que sei o quanto é dificil compreender por aqueles que não acreditam numa existência além desta vida. Muitos crêem que depois da morte corpórea é o fim de tudo e não vê motivos para que continuemos sentindo.
Não acredito que se deva sofrer todo o dia, chorar de dor e gritar culpando alguém no popular se descabelar ou viver de lamentações.
O Tempo, ele tem corrido ou somos nós que corremos do tempo e deixamos passar alguma coisa que deixamos de dizer ou fazer e o tempo ele é implacável pois ele não volta, esta sempre seguindo adiante, e tudo anda mesmo que achemos que está parado, mesmo quando há inércia as mudanças vão acontecendo sem que percebamos.
Hoje dia 16/12/2013 completa três anos e seis meses que você partiu e cada dia é uma saudade diferente, um amigo que encontra e lembra de algo na adolescência, alguém na cidade que vivemos que lembra como era bela e educada, parentes que lembram de coisas que as vezes eu não tive acesso por não estar no dia, um amigo que foi enamorado, apaixonado mas não declarou por medo de perder a amiga, um namorado que não teve condições de falar comigo depois de sua partida devido a sua própria dor, tantos detalhes que levam até você.
Pessoas que não lembravam de você na infância mas que esteve presente na adolescência e outras que te conheceram na infância mas não na fase de maioridade mas, que lembram do seu sorriso, do seu lindo olhar. 
Há ainda pessoas que não sabiam do que realmente aconteceu com você e que sentem muito, pela perda. Não creio tê-la perdido, acredito que estamos separadas temporariamente e que será você minha filha amada que virá me buscar quando chegar o momento da minha partida e se Deus o grande e maravilhoso PAI infinitamente generoso permitirá que nos reunamos mais uma vez e possa ele me dar uma outra oportunidade de vida para que venhamos juntas uma vez mais como mãe e filha.
O que se passa em meu coração só o Senhor sabe além de mim mas, tenho orado muitas vezes em silêncio converso com ELE pois sei que não preciso dizer-lhe sobre o que quero ou preciso para ser entendida e atendida nas minhas preces. Meu maior desejo é que estejas bem amparada e buscando o equilíbrio necessário para conseguir a paz junto a Jesus e eliminar as mágoas, observando no seu íntimo e buscando acreditar que não foi você que cometeu a infração e que não pode se punir e nem ao seu filho amado, muito menos julgar as atitudes do outro, pois que não somos juízes nem promotor para punir  ou condenar quem quer que seja por suas atitudes errôneas.
Somos todos filhos da mesma energia suprema, somos filhos de Deus e não temos o poder de julgamento, já que ele é o juiz e PAI. Para que nos acorrentarmos aos nossos algozes por sentimentos que nos bestializam quando podemos buscar os ensinamentos do FILHO quando disse que devemos perdoar e orar por nossos inimigos. Amar ao próximo como a ti mesmo  e orar por nossos inimigos não significa que precisamos andar de mãos dadas com estes. Mas tem que vir do coração, se o coração perdoa, nossa alma se ilumina e nos liberta dos grilhões e nos leva a liberdade. 
São três anos e meio de saudade constante e de esperança em dias mais promissores.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A espera de resposta!!

Tem dias assim, em que olhar o horizonte é como olhar o vazio e, depois de algum tempo a olhar parece que o dia está mais cinza, sem cor sem graça, pensei comigo que ser forte era o bastante, algumas pessoas me acham muito forte, não sabem apenas qual o custo desta fortaleza. 
Pensava que conhecer alguma coisa sobre o espirito, ter algum conhecimento sobre a vida pós vida na terra dava algumas certezas e isso me enchia de esperança de que teria como ser mais paciente e esperar. Quanto engano, nenhuma leitura, nenhuma parte do livro sagrado, nem de nenhum livro me faz sentir mais calma, ou menos ansiosa.
Não poder comunicar com a pessoa ou as pessoas que amamos nesta vida, que tivemos uma ligação afetiva maior, como a de mãe e filha, não ter a certeza de que está amparada, em um lugar seguro, distante dos perigos, não saber onde encontrar aquele olhar doce, a voz meiga e, somente esperar que Deus  nos dê paciência e resignação para vencer o grande obstáculo da distância. Distância, mas que distância, se não sabemos como medi-la, que dimensão, a única que tenho tido como certo é a dimensão da incerteza, e  à noite antes de dormir a esperança de poder vê-la em sonho, mas isso também não é uma certeza e se alguma vez encontro, ao acordar não tenho lembrança de ter estado ou de te-la visto.
Sempre tenho buscado falar-lhe através de preces, pedido muito aos anjos do Senhor que nos ampare e nos fortaleça, para que tenhamos mais coragem e esperança para que haja um reencontro. As vezes me sinto só e no meu mais profundo ser busco uma resposta uma explicação para tudo que nos aconteceu, o que ainda preciso aprender e se isso tudo foi um teste para saber se suporto passar, é dolorosa essa prova, é doída essa dor, é cortante  e hoje sinto falta de vocês que se foram, meu irmão amado, minha mãe querida e a minha filha, minha linda filha querida. As lágrimas que caem molhando meu rosto é de uma intensa saudade que sei vibra na eternidade em busca daquela que partiu sem se despedir. OHhhhhhhhhhh como doí a saudade!

domingo, 11 de agosto de 2013

Qual é o caminho?

Pensando bem, estamos sempre buscando coisas novas, se temos uma casa fazemos reforma, modificamos o exterior, o banheiro, a cozinha, se temos um carro mais de um ano, precisa ser trocado, nunca nos satisfazemos com o que temos e, a busca é incessante sem nos preocuparmos com uma reforma que precisa ser feita e é a mais dificil, mais complicada: a nossa própria reforma. O fazer o bem sem olhar a quem, o amar o próximo como a si mesmo, o perdoai infinitamente, se alguém lhe bater na face dê-lhe a outra e assim por diante.
Há uma grande verdade que precisamos encarar, não nos conhecemos intimamente, não sabemos do que verdadeiramente somos capazes, nos comportamos muito mais como feras que como seres pensantes. Adoecemos nossa alma e aniquilamos o nosso corpo, com raiva, mágoa, ódio, frustração, e tantos outros sentimentos que degradam o nosso espírito, vamos à igreja para justificar as nossas faltas ou para que sejamos vistos pela sociedade como uma pessoa religiosa, que ama a Deus sobre todas as coisas. Na realidade o que sabemos mesmo é pedir, pela saude, pelo emprego, por mais dinheiro, para adquirir bens, para que nos ajude a sair do buraco financeiro, para ganhar na loteria e assim por diante, que em hipótese alguma nos servirá no futuro, após a partida deste mundo.
Não vamos a  igreja ou a qualquer templo puro e simplesmente para agradecer, pois que para curarmos as nossas chagas, as chagas da alma é mais que necessário que aprendamos a agradecer por tudo, do momento em que deitamos ao momento que acordamos, pela água que usamos para higiene ou matar a sede, pelo ar que respiramos, pelo sol que nos aquece pelo planeta lindo que vivemos, pela familia, pelos amigos, companheiros.
A cura das nossas dores acontece quando aprendemos que nada neste mundo é permanente, tudo não passa de um empréstimo temporário e que tudo é tão passageiro e nada é meu ou seu. Até o corpo que reveste nosso espírito é um empréstimo, e que não levamos e que volta à terra  por amor DELE, que nos possibilita usar  ao retornarmos como moradores deste lindo  planeta. 
 Estamos caminhando sem rumo, parece que os dias estão acelerados e o tempo está ficando cada dia mais curto, e formamos um conjunto pois que também estamos num processo de aceleração, temos pressa pra tudo e chegamos ao fim do dia, exauridos, estressados, cansados de muitas vezes finalizar o dia desestimulado, sem vontade de continuar.
Estamos como barco a deriva no mar, com medo de tempestade,  e de não mais voltar.
A realidade tem sido tão assustadora, filhos que matam pais, que matam amigos, que não encontram explicação para suas indagações e as respostas não são satisfatórias. Crianças que sofrem abusos e os responsáveis não são punidos, jovens que roubam e matam e são mortos pelos motivos mais corriqueiros,  e associado a tudo isso vem o uso de drogas.
Que pena que dá, quando pensamos que  Deus nos presenteou com a presença do ser mais puro e amoroso de toda galáxia, o SEU filho JESUS. Aquele que procurou nos ensinar de todas as formas a mais bela maneira de amar.
Como somos mal agradecidos, como pode alguém duvidar da existência de DEUS,  e ao olhar em volta ver tanta beleza, como podemos duvidar se a nossa volta tudo é perfeito, e o imperfeito é nosso ser. Fomos feito como estrelas, para brilhar, para sermos felizes, caminharmos por um caminho que nos leve à satisfação e  plenitude, para não perdermos a alegria e razão de viver. Não lembramos e muitas vezes nos recusamos a crer que do outro lado da vida  há uma outra vida e temos que nos preparar para retornarmos com paz no coração.
Falar sobre caminho é complicado pois que não sabemos que trilha seguir somos como crianças em fase de aprendizado dos primeiros passos, sabemos apontar mas não gostamos de sermos apontados, ainda não conseguimos enxergar que somos uma centelha divina, que deveriamos viver em plena harmonia, mas que estamos quase sempre fazendo as escolhas erradas.
Por que não optamos por sempre fazer o bem? Por que nos desviamos sempre da trilha certa e nos deixamos cair em abismos dificeis de escalar? Por que matamos o outro se não vamos nos alimentar?
O que realmente se passa na mente humana? Como entender tanto desvario, tanta falta de lucidez, tanta loucura.
Quero entender qual a distancia entre a cura e a loucura, entre o ódio e a doçura, entre fazer sorrir ou provocar a dor, entre a posse e o amor. Quero saber quanto tempo mais deveremos levar pra nos libertar da dor e vivermos plenamente o Amor.
"Eu Sou o Caminho, A Verdade e a Vida" disse JESUS.
Creiamos nisto.
Deus Abençoe.